Tenho carinho por esse texto, ele fala da subjetividade. E exalta o amor, nele eu amo e compreendo apenas a minha camisa rasgada e manchada.
Se olharem a minha camisa
se olharem bem
os furos como póros
de um ser
ser que vive :
ser vivo.
E mesmo bem profundo,
a fundo,
não a verão bonita.
A enxergarão furada,
mas refuto e tenho argumento:
Está na meninice, deseja brincos nas orelhas.
E a julgarão manchada
enquanto eu verei a pintura em seus olhos
(especialmente as meninas dessa idade tem certo apego às cores)
refuto:
Eles não entendem a maquilagem de minha pequena, é vanguarda demais.
E eu os verei uns crápulas
insensíveis, limitados, sem amor
E não há o que refutar.
Menino quer mostrar seus textículos ao mundo. Esse é seu espaço. Lembremos que são textículos literários, não outros. Literatura de qualidade duvidosa.
quarta-feira, 9 de março de 2011
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
A problemática do ácido-base.
Em homenagem à querida Andréa Motta, que me dá forças. A ela segue o texto e o meu sincero muito obrigado. O texto não é pra ela ou sobre ela, mas eu o dedico a ela, grande apreciadora de literatura.
Aí vai:
Me classificam ácido.
E pior: forte e oxidante.
Do nariz largo e traços grosseiros.
Membro avantajado- tamanha desvantagem!
Sou base, doador(a).
E das mais fortes.
Quem em aquoso se dissocia.
E doa, doa e doa.
Elétrons, hidroxilas, tudo.
E recebe.
H+, H+,H+.
Quão receptor!
Sou.
Nasci dotado de Hidrogênio.
Pior: íon.
H+.
Em água produzo hidrônio.
Mas contra minha vontade- juro.
No armário queria estar à direita, com os hidróxidos.
Odeio o muro que nos separa-acham que reagimos violentamente.
Mas um dia saio dele- juro.
E que mudem os conceitos básicos de química.
Que morram Arrhennius, Lowry e Lewis.
Aos infernos as funções inorgânicas!
E junto levem suas tolas classificações.
Que calculem meus hidrogênios mas me vejam base, alcalino.
Que se ioniza mas tem pH maior que 7.
Mas que doa.
Sempre.
Que é.
E é por escolha, vontade própria ou condição.
É.
Aí vai:
Me classificam ácido.
E pior: forte e oxidante.
Do nariz largo e traços grosseiros.
Membro avantajado- tamanha desvantagem!
Sou base, doador(a).
E das mais fortes.
Quem em aquoso se dissocia.
E doa, doa e doa.
Elétrons, hidroxilas, tudo.
E recebe.
H+, H+,H+.
Quão receptor!
Sou.
Nasci dotado de Hidrogênio.
Pior: íon.
H+.
Em água produzo hidrônio.
Mas contra minha vontade- juro.
No armário queria estar à direita, com os hidróxidos.
Odeio o muro que nos separa-acham que reagimos violentamente.
Mas um dia saio dele- juro.
E que mudem os conceitos básicos de química.
Que morram Arrhennius, Lowry e Lewis.
Aos infernos as funções inorgânicas!
E junto levem suas tolas classificações.
Que calculem meus hidrogênios mas me vejam base, alcalino.
Que se ioniza mas tem pH maior que 7.
Mas que doa.
Sempre.
Que é.
E é por escolha, vontade própria ou condição.
É.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Desencontro
Até escrevi sobre essa confusão toda que houve no Rio, talvez um dia poste, mas não me interessa a guerra, e sim o amor.
Me interessa o amor.
Ele quer o prazer.
Eu quero seu amor.
Não lhe interessa meu prazer.
Me interessa o amor.
Ele quer o prazer.
Eu quero seu amor.
Não lhe interessa meu prazer.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
domingo, 17 de outubro de 2010
BiHomoHétero
??BiHomoHétero??
?O que escolher?
Seja hétero!
Odeie os bis!
Sinta pena dos Homos!
Hoje li no Globo algumas matérias falando sobre o preconceito à homossexualidade entranhado na nossa cultura. Já tinha escrito, mas acho que é um bom momento para postá-lo. Muitos interpretaram de forma errada. Mas o espaço é meu e a interpretação é de vocês. Interpretem como preferirem, mas saibam: Digo exatamente o que não quero dizer. De qualquer modo, é forte.
?O que escolher?
Seja hétero!
Odeie os bis!
Sinta pena dos Homos!
Hoje li no Globo algumas matérias falando sobre o preconceito à homossexualidade entranhado na nossa cultura. Já tinha escrito, mas acho que é um bom momento para postá-lo. Muitos interpretaram de forma errada. Mas o espaço é meu e a interpretação é de vocês. Interpretem como preferirem, mas saibam: Digo exatamente o que não quero dizer. De qualquer modo, é forte.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Poema da Esperança Colorida
Não é poesia. É pobre linguisticamente, sei disso. Mas como já disse que é um espaço de literatura duvisosa, me sinto à vontade para postá-lo. É um grito, e dos mais estridentes.É muito e não é tudo, mas tudo o que é, com certeza, é verdadeiro. Lá vai:
Me dói saber que o mundo não é azul-rosado.
E por causa da constatação, estar alienado.
Ao azul e rosa não estou limitado.
Desejo o arco-íris por inteiro.
E de fronteira, me dêem o branco.
A epifânica mistura de todas as cores.
E me dizem: o mundo é preto e cinzento!
É daí que surge a esperança.
O cinza é cor!
É cor atrapalhando o preto, a ausência.
Refuto: melhor preto e cinzento que apenas preto, apenas vazio!
E é o cinza que me faz acreditar.
Me faz acreditar que o azul,o rosa,overde e seus concorrentes (todos cores) ainda estão aqui.
Me dói saber que o mundo não é azul-rosado.
E por causa da constatação, estar alienado.
Ao azul e rosa não estou limitado.
Desejo o arco-íris por inteiro.
E de fronteira, me dêem o branco.
A epifânica mistura de todas as cores.
E me dizem: o mundo é preto e cinzento!
É daí que surge a esperança.
O cinza é cor!
É cor atrapalhando o preto, a ausência.
Refuto: melhor preto e cinzento que apenas preto, apenas vazio!
E é o cinza que me faz acreditar.
Me faz acreditar que o azul,o rosa,overde e seus concorrentes (todos cores) ainda estão aqui.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Vidraça Suja
Nesses tempos de eleições é interessante notar o que pensamos e por que pensamos. Dizer que o texto é sobre eleições é um grande erro(até porque foi escrito há algum tempo). O texto é dramático demais, é exagerado demais. Ele não fala de eleições( ao menos não diretamente).Mas ele fala um pouquinho sobre a couraça com que a acomodação e a ignorância nos amordaça. E eu o posto aqui, para pensarmos sobre quem somos e por que somos.
Também fui movido pelo filme Doutor Jivago.
Aí vai:
Mesmo todo esse vidro não me impede de ver.
Esse vidro espesso, opaco, translúcido, sanfonado
A luz insiste em passar, imagem nascendo e morrendo
Fluxo interminável
A luz que ilumina os olhos, abre a mente, me possibilita enxergar
Jogam-me tampões, tapas, cabrestos, mas não me alcançarão, não tapam a visão e os olhos são os que menos enxergam
Não é só numa direção que vou olhar. Tenho frente, lados, trás e nada pode me acorrentar.
Que me calem,ceguem,ensurdeçam, enlouqueçam
De sentir não estarei livre
E livre sou por sentir, e mais:por pensar.
Obs: Essa coisa rimada e não me apetece mas ele é assim: rimadinho, mesmo.
Também fui movido pelo filme Doutor Jivago.
Aí vai:
Mesmo todo esse vidro não me impede de ver.
Esse vidro espesso, opaco, translúcido, sanfonado
A luz insiste em passar, imagem nascendo e morrendo
Fluxo interminável
A luz que ilumina os olhos, abre a mente, me possibilita enxergar
Jogam-me tampões, tapas, cabrestos, mas não me alcançarão, não tapam a visão e os olhos são os que menos enxergam
Não é só numa direção que vou olhar. Tenho frente, lados, trás e nada pode me acorrentar.
Que me calem,ceguem,ensurdeçam, enlouqueçam
De sentir não estarei livre
E livre sou por sentir, e mais:por pensar.
Obs: Essa coisa rimada e não me apetece mas ele é assim: rimadinho, mesmo.
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