Há um olhando, outro olhado.
Há um incômodo, um incomodando e dois incomodados.
Não há desculpas, desculpando ou desculpado.
Só um ensaio de pedido.
Porque não há culpa, apenas sentimento velado.
Os olhos para baixo: só se via mãos.
Nos ouvidos fones de ouvidos: trilha sonora diversa.
O ônibus correndo.
Gente subindo, gente descendo.
A gente engolindo a cidade.
A cidade engolindo a gente.
A gente não vê a cidade.
A cidade não vê a gente.
Eu não vejo ninguém.
Ninguém vê a gente.
Há um e um.
Não dois.
O banco não é pra dois.
É um banco duplo para um e um.
E é isso o que há: um e um.
O tudo descrito é só prosa, poesia ou sonho: imaginação.
No fundo,
(Fundo?! Que fundo?! Nunca houve relação de mais superfície!)
havia nada entre nós.
Não havia nós.
Havia eu e ele.
Havia apenas a incerteza:
" Ele quer um beijo ou só roubar meu relógio ? "
Menino quer mostrar seus textículos ao mundo. Esse é seu espaço. Lembremos que são textículos literários, não outros. Literatura de qualidade duvidosa.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
quinta-feira, 30 de junho de 2011
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Porque Desdita é sobrecomum aos dois gêneros.
Adoro a palavra desdita. Fugindo da desdita que é a vida, surge a poesia. E é da desgraça que surge essa, que não é das melhores, mas chora um choro verdadeiro.
Depois de dito,não há desdito.
E desdizer é só sonho, utopia.
A desdita é fato, é tudo, e o é sem se arrepender.
Não há arrependimento que dê jeito na palavra que já escapou,
Já machucou. Já matou.
O vento passou,
O som se foi,
Mas algo continua aqui.
Um sentimento de desgosto, de tristeza e não há o que se fazer.
Não adianta a desculpa.
Ela não mata a culpa ou desdiz o dito.
Esse dito que soa mais como não dito
O dito, desdita, não pode ser desdito: desdita é sobrecomum
E é sobrecomum aos dois gêneros: a desgraça é tudo que temos, seja homem ou mulher.
Depois de dito,não há desdito.
E desdizer é só sonho, utopia.
A desdita é fato, é tudo, e o é sem se arrepender.
Não há arrependimento que dê jeito na palavra que já escapou,
Já machucou. Já matou.
O vento passou,
O som se foi,
Mas algo continua aqui.
Um sentimento de desgosto, de tristeza e não há o que se fazer.
Não adianta a desculpa.
Ela não mata a culpa ou desdiz o dito.
Esse dito que soa mais como não dito
O dito, desdita, não pode ser desdito: desdita é sobrecomum
E é sobrecomum aos dois gêneros: a desgraça é tudo que temos, seja homem ou mulher.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
O grande salto do meu menino.
Acabei de ler "Estação Carandiru", um livro que mexeu muito comigo. Espero que todos tenham a oportunidade de ler esse livro, que todos possam enxergar os presidiários apenas como pessoas que cometeram um erro. Eu devo ter esbarrado em alguém hoje, e na prova que fiz errei algumas questões, mas não estou preso por isso. É claro que seus delitos foram mais graves. Então tudo bem, que fiquem presos. Mas escória da sociedade, seres inferiores.... blá blá blá, toda a baboseira que costuma-se dizer é inaceitável que se diga sobre os presidiários. Pra quem se interessar pelo tema, depois de ter o textículo abaixo, leiam um grande texto sobre: "Meu Guri" do Chico Buarque. Naquela música ele diz tudo que se pode dizer sobre o tema.
Vem, moleque!
Sai da invisibilidade.
Rasga esse manto desgraçado que te cobre, te encobre.
Usa o brilho do meu rolex! Aproveita, é todo teu.
Na tua corrida o mundo tem os olhos em você.
Apertam o rosto, te seguem, perseguem.
Veja, pequeno, todo o mundo te segue com os olhos.
Você é a menina de nossos olhos.
Depois, meu pequeno, agora que te encontramos,
o hospedaremos em nossa casa, no seio de nossa pátria.
O invisível não é pra você, o transparente é muito pouco pra ti, oh transpassante dos nossos papiros.
Chega ao teu pódio, pula e (a)testa a madeira! É maçaranduba, é verdadeira, meu pequeno!
Vejo o dourado a tua volta, é ouro.
Goste ou não, a imortalidade é tua.
E sai nos jornais, revistas e noticiários.
É só uma página, mas é toda tua(embora a divida com teus colegas de classe).
Depois de lido, o jornal vai ao lixo, é fato.
Mas átomos são desfeitos? Morrem?
Não, meu pequeno!
Vai moleque, abraça o imortal e aceita o teu destino!
Vem, moleque!
Sai da invisibilidade.
Rasga esse manto desgraçado que te cobre, te encobre.
Usa o brilho do meu rolex! Aproveita, é todo teu.
Na tua corrida o mundo tem os olhos em você.
Apertam o rosto, te seguem, perseguem.
Veja, pequeno, todo o mundo te segue com os olhos.
Você é a menina de nossos olhos.
Depois, meu pequeno, agora que te encontramos,
o hospedaremos em nossa casa, no seio de nossa pátria.
O invisível não é pra você, o transparente é muito pouco pra ti, oh transpassante dos nossos papiros.
Chega ao teu pódio, pula e (a)testa a madeira! É maçaranduba, é verdadeira, meu pequeno!
Vejo o dourado a tua volta, é ouro.
Goste ou não, a imortalidade é tua.
E sai nos jornais, revistas e noticiários.
É só uma página, mas é toda tua(embora a divida com teus colegas de classe).
Depois de lido, o jornal vai ao lixo, é fato.
Mas átomos são desfeitos? Morrem?
Não, meu pequeno!
Vai moleque, abraça o imortal e aceita o teu destino!
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Lógico 2
1) A é um prefixo de negação grego.
2) Des é um prefixo de negação latino.
Então 1=2.
Logo: Quem aprende se desprende.
E isso vale para qualquer língua.
2) Des é um prefixo de negação latino.
Então 1=2.
Logo: Quem aprende se desprende.
E isso vale para qualquer língua.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
A corrida.
Éramos companheiros de corrida.
Do ônibus ao chuveiro.
Éramos amigos.
E corríamos no mesmo ritmo.
Mesma velocidade, passos ordenados.
Natural: esquerda, direita, esquerda, direita.
Durou pouco.
Cansaço, ou o calor do Rio de Janeiro, eu não sei.
Desandou: esquerda, direita, direita, direita, esquerda.
Confusão.
Ruptura.
Ele continuou.
Correu o mundo com seus pés.
Gastando as solas, desnudando a carne.
E eu fiquei.
Caído.
A segui-lo com o olhar.
E eu o segui, e segui - era onipresente.
E ele nem olhou para trás.
Do ônibus ao chuveiro.
Éramos amigos.
E corríamos no mesmo ritmo.
Mesma velocidade, passos ordenados.
Natural: esquerda, direita, esquerda, direita.
Durou pouco.
Cansaço, ou o calor do Rio de Janeiro, eu não sei.
Desandou: esquerda, direita, direita, direita, esquerda.
Confusão.
Ruptura.
Ele continuou.
Correu o mundo com seus pés.
Gastando as solas, desnudando a carne.
E eu fiquei.
Caído.
A segui-lo com o olhar.
E eu o segui, e segui - era onipresente.
E ele nem olhou para trás.
sábado, 2 de abril de 2011
Do A e do Re no A ou Re Provado
Eu tiro o A e escrevo o RE e não me importo se ele tem uma família.
Eu tiro o A e escrevo o RE e não me importo que essa é sua última chance.
Eu tiro o A e escrevo o RE e ainda há muitos na chamada.
Eu tiro o A e escrevo o RE e o sono já me chama.
Eu tiro o A e escrevo o RE e ele deve estar dormindo ou vendo sacanagem.
Eu tiro o A e escrevo o RE e não me importa se isso pode matá-lo. Ele é só um número e os números são infinitos.
Eu tiro o A e escrevo o RE e durmo tranquilo, chego a roncar. O sono é tudo o que me importa.
Eu tiro o A e escrevo o RE e ele está reprovado.
Passemos a outro número da chamada.
Eu tiro o A e escrevo o RE e não me importo que essa é sua última chance.
Eu tiro o A e escrevo o RE e ainda há muitos na chamada.
Eu tiro o A e escrevo o RE e o sono já me chama.
Eu tiro o A e escrevo o RE e ele deve estar dormindo ou vendo sacanagem.
Eu tiro o A e escrevo o RE e não me importa se isso pode matá-lo. Ele é só um número e os números são infinitos.
Eu tiro o A e escrevo o RE e durmo tranquilo, chego a roncar. O sono é tudo o que me importa.
Eu tiro o A e escrevo o RE e ele está reprovado.
Passemos a outro número da chamada.
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